Sem Emenda

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quarta-feira, junho 30, 2004

Acreditem

Não são poucas as vezes em que dou por mim a rir como um perdido, só de pensar neste tipo

Caro Alfredo

Continuo a pensar que expulsão de Ovchinnikov foi injusta e, escuso de acrescentar, contribuiu para a vitória da Portugal. Quanto ao golo anulado da Inglaterra, penso que foi mal anulado. Mesmo assim, julgo que ambas as equipas foram bem eliminadas. Não concebo que haja selecções que venham para o Euro a jogar para o 0-0.
De qualquer maneira, concordo consigo: a selecção está longe do seu melhor. Contudo, parece-me que a moral e a união manifestadas pela equipa são avassaladoras.
Obrigado pelo comentário e volte sempre.

P.S.: a estória do Dr. Carvalhas está para breve. Be afraid...

segunda-feira, junho 28, 2004

Euro: breve balanço

Gostei da eliminação da Alemanha como me agradou o facto da Itália ter ido para casa mais cedo. No caso dos alemães, pelo péssimo futebol que exibiram em campo.
No caso dos italianos, pelas evidentes vantagens higiénicas de nos privarmos daquela chusma piolhentos sebosos e, mais importante ainda, pela derrota pessoal de uma das criaturas mais repugnantes da história do desporto – Giovanni Trapattoni (lembrar lesões gravíssimas de Coluna e Eusébio na final da Taça dos Campeões Europeus de 63).
Fiquei triste com o futebol da Espanha e da Inglaterra, pois sempre apreciei o estilo de jogo atacante e combativo de ambas. Porém, com Iñaki e Eriksson isso acabou. Ambos vieram para o campeonato para jogar para o empate. Por isso mesmo, foram bem eliminados.
Surpresas: Grécia (tacticamente irrepreensível), Dinamarca (pena a eliminação), Letónia (cuidado com esta equipa para o futuro), República Checa (têm tudo para ganharem o Euro) e Felipão (Portugal foi beneficiado nos jogos com a Rússia e Inglaterra? Sem dúvida. Isso tira o mérito das vitórias de Portugal no Euro? Nem pensar. Felipão transformou um conjunto cadavérico numa equipa temível, de ataque constante e de futebol esteticamente bem conseguido. Os portugueses têm razões para estarem felizes com a equipa e, sobretudo, com o treinador).

Pois é...

Eu também me queixo quando me dói o cotovelo...

segunda-feira, junho 21, 2004

"Jornalistas"

A sério que gostava de saber os nomes dos dois excrementos que comentaram o Letónia-Alemanha. Pelo tom dos meninos, deu para perceber que os dois estavam incondicionalmente a torcer pela Alemanha: “A Alemanha tem de atacar mais, se quiser vencer o jogo.”, “Rudi Voller terá de fazer alterações na equipa para conseguir ultrapassar a defesa da Letónia.”, “Este resultado não serve para o apuramento da Alemanha”. Já para não referir os incessantes elogios à selecção alemã.
Que fique claro: não é grave que estes senhores não sejam jornalistas e que não tenham a mínima noção do que é um jogo de futebol.
O que é realmente grave – e repugnante – é o facto dos ditos senhores desconhecerem por completo a imparcialidade que se impõe quando se faz comentários num jogo de futebol exibido na televisão.
Não é de admirar, pois, que o nível da classe jornalística portuguesa seja cada vez mais rasteiro.

Narcisices

Fonte segura: os anúncios publicados na imprensa diária sobre o falecimento do pai de Narciso Miranda custaram 33.000 euros à Câmara Municipal de Matosinhos.

Hooligans, go home!

Sou anglófilo assumido desde que me conheço. Sempre admirei os ingleses na História, cultura, literatura, acidez de humor e afabilidade, injustamente desprezada pelo resto dos europeus. E, escusado será referir, sempre torci pela selecção inglesa. Pelo futebol de ataque, pela entrega ao jogo, pela humildade e pelo fair-play.
Por estas razões, desejo que esta selecção inglesa seja eliminada pela Croácia, hoje à tarde. O futebol da equipa é feio, desprovido de ataque continuado, e repleto de anti-jogo.
Para além disso – e aqui reside o mais importante – enquanto esta selecção estiver presente no Europeu, as cenas de caos e de pancadaria persistirão por todo o país.
Já é suficientemente mau termos de aturar os nossos criminosos; era mesmo só o que faltava termos de nos sujeitar à selvajaria dos outros.

quinta-feira, junho 17, 2004

Para o melhor e para o pior

Nunca me dei bem com calor e com aquilo que este, inevitavelmente, implica: suor, cansaço, extrema preguiça, falta de apetite e noites mal dormidas.
Contudo, é inquestionável que o calor traz o que de melhor existe na vida: tops e mini-saias.
E com a vantagem das portuguesas serem as mulheres mais bonitas do mundo.

Enfim...

Portugal ganhou – contrariando as minhas melhores expectativas. Dá-me a impressão que Scolari finalmente percebeu o óbvio: na defesa, são indispensáveis Miguel, Ricardo Carvalho e Nuno Valente. No meio campo, a dupla Deco-Maniche é incontestável.
Embora, para ser sincero, o melhor trunfo de Felipão foi o árbitro, que, num golpe de magia inventou a expulsão de Ovchinnikov.

Rir é o melhor remédio

Dirijo-me à redacção do Independente e compro o livro de Millôr Fernandes. Chego a casa e refastelo-me na cama. Abro o livro e rio. Rio descontroladamente. Rio como há muito não me ria. Provavelmente, desde que li este livro.
Génios como estes são uma verdadeira bênção.

quarta-feira, junho 16, 2004

Eça é que é essa

Fecho o Ecos de Paris e respiro fundo. Eça não foi apenas o melhor cronista português de todos os tempos. Foi igualmente o melhor escritor português de sempre. Comparáveis a ele apenas Fernando Pessoa e Vergílio Ferreira.

Não digo mais nada

Não percam mais tempo e vejam isto.

Excesso de fé

Portugal perdeu com a Grécia e arrisca-se a perder hoje com a Rússia. Portanto falhei na previsão e, por conseguinte, perdi a aposta.
É o que dá ter excesso de fé na selecção.

sexta-feira, junho 11, 2004

Façam as vossas apostas!

Segundo as minhas previsões, aqui vão os resultados:

Portugal-1 Grécia-1
Portugal 1 Rússia-2
Portugal-0 Espanha-2 (ou 3, se Raúl estiver nos seus dias)

Se falhar (é o mais certo), pago um jantar a todos.

Revista de Imprensa

Noite cálida. Na cama, encontram-se revistas avulsas. Leio um artigo sobre Bernard Shaw numa velha Manchete de 1968, uma crónica de Cardoso Pires de 1993 e uma entrevista na Sábado da semana passada feita a Helena Matos.
Fica aqui a última parte da entrevista:

S.: Está na moda ser-se do Bloco de Esquerda?
H. M.: Sim, completamente. E acho que o Bloco de Esquerda tem tanto a ver com os oprimidos e com o povo quanto esses movimentos de extrema-esquerda no pós-25 de Abril: eram todos feitos por filhos da burguesia que nunca tinham visto o povo a não ser de uma forma muito longínqua.
Aquilo que nós sabíamos sobre a vida do povo trabalhador presumo que seja hoje o mesmo que o Bloco de Esquerda sabe sobre a vida dos excluídos: nada.

Agora a sério

Alguém sabe onde se pode comprar uma bandeira da Grécia?

quarta-feira, junho 09, 2004

Biquinis & Padeiros

Caro Anónimo,

obrigado pela sugestão. De facto, é preferível ver gajas em biquini a torrar a(s) minha(s) cabecinha(s) com política.
Ou, como no seu caso, a babar-me com os padeiros do Bloco de Esquerda.

Francamente

Sousa Franco foi um político desprezível e um dos piores economistas da nossa História. Qual a importância disso agora? Nenhuma.
Não interessa a morte do político nem do economista. Interessa, sim, a morte de um ser humano que deixará saudades a familiares e a amigos. Muitos amigos.
A campanha deixou de fazer sentido.

Conservadorismo

Ela: Deita fora essa mochila!
Eu: Porquê?
Ela: Porque está velha e gasta.
Eu: Quando ficares velha e gasta, também queres que te deite fora?

terça-feira, junho 08, 2004

Eurodeputadas

Compare-se isto com isto...

quinta-feira, junho 03, 2004

Uma cartinha

É raro receber correspondência em casa. Nem os meus familiares se atrevem a escrever-me, o que é perfeitamente compreensível.
Por isso, qual não é o meu espanto ao constatar que o ministro-adjunto, José Luís Arnaut, decide enviar-me uma missiva, falando-me sobre esse acontecimento de extrema importância nacional que dá pelo nome de Euro 2004.
O essencial da mensagem pode encontrar-se em dois magníficos parágrafos:

No entanto, é natural que um evento desta envergadura possa, eventualmente, provocar algumas perturbações no seu quotidiano e na sua vida da sua cidade, já que, depois das obras dos estádios e nas suas acessibilidades, vamos agora enfrentar um fluxo extraordinário de visitantes.

Mas devemos encarar essas eventuais perturbações como consequência própria de uma festa muito especial que o País vai viver.


A tradução desta solene mensagem para português vernáculo ficará sensivelmente assim:

Com o Euro, vamos ter hordas de selvagens a fazer-nos a vida num inferno. Por isso mesmo, amanhem-se e, por amor de Deus, nada de queixas. Quero tudo de cara alegre, caramba!

P.S. entretanto estou há um ano para receber o cartão de utente do Centro de Saúde aqui da zona. É a vida…

Ah, é verdade

O FCP conquistou a Europa e Mourinho é o melhor treinador do mundo. No meio dos festejos, ainda houve gente que insistiu que o senhor é um arrogante insuportável. Até pode ser. Pior: o nível de arrogância do senhor mostra preocupante tendência para se agravar.
E pergunta a minha patológica curiosidade: o que é que isso interessa?
Um homem que ganha duas taças europeias e dois campeonatos nacionais em dois anos consecutivos pode ser apodado de tudo, mas o essencial – a qualidade de ser um grande treinador de futebol – permanece incólume.
E, no desporto, é isso que importa.

terça-feira, junho 01, 2004

Fim-de-semana

O fim-de-semana correu bem. Muito bem, aliás.
No Sábado visitei Tavira pela primeira vez, com direito a almoço sublime (cavalas e trombeiros cinco estrelas) e uma história escabrosamente divertida sobre o Dr. Carlos Carvalhas.
Domingo foi melhor ainda: dormi até não poder mais e reencontrei o amor da minha vida, ao fim de seis longos e penosos meses de interregno.
Deixarei a história que me contaram (fontes credíveis, escuso de acrescentar) sobre o Dr. Carvalhas para um post menos civilizado.