Sem Emenda

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quinta-feira, setembro 30, 2004

Promessas

Sócrates ganhou e o PS promete dar luta a esta coligação neurótica. E o País caminha alegremente para o precipício.

A verdade II

O último post foi algo violento e a roçar a boçalidade. Ainda bem.

sexta-feira, setembro 24, 2004

A verdade

quarta-feira, setembro 22, 2004

O Ministério

A oposição (com minúscula) exigia a demissão da Ministra da Educação na sequência do descalabro das colocações de docentes, mas Santana não o entendeu dessa forma. E eu, para mal dos meus pecados, vejo-me obrigado a concordar com o boémio Santana. Primeiro: que culpa tem uma ministra com pouquíssimo tempo de trabalho num Ministério que é, cronicamente, um caos? Segundo (e mais importante): que resultados práticos tem a demissão da Ministra, quando se sabe que o problema não reside exclusivamente numa pessoa. Mais: a oposição, que vive indignada com o estado cataclísmico em que se encontra o M.E., devia ter um pouco mais de recato na histeria ao abordar matéria tão pegajosa. Porque a verdade é que desde o 25 de Abril, de que o Sr. Sócrates tanto gosta, o Ministério de Educação foi transformado num pardieiro minado por avantesmas do Partido Comunista, que, desde então, se entretêm a delapidar a Educação em Portugal, começando no sistema, passando pelos manuais escolares (esse negócio sórdido, que serve para enriquecer uma elite de parasitas e para deixar os alunos ainda mais acéfalos), acabando nos próprios docentes, e na respectiva incompetência. Por isso, não é de admirar este episódio caricato das colocações.
Resumindo: o Ministério da Educação tem problemas graves? Sem dúvida. Mas os problemas não acabam na Ministra. Longe disso…

É a vida, pois é.

Depois de saber o resultado do Sporting, soltei uma gargalhada pouco edificante. Depois lembrei-me que sou do Benfica e senti vergonha da gargalhada.
Só Deus sabe o que vai acontecer no jogo com o Braga…

terça-feira, setembro 21, 2004

Só ainda mais uma coisinha



É bonito, não é?

Só mais uma coisinha

Ah, já me esquecia de outro argumento de peso desta maltinha: o negócio da caça. Para eles, a abolição da caça à raposa iria trazer graves problemas para os milhares de empregados que vivem directamente deste negócio. Não discuto. Mas então, se vamos por aí, quer dizer que o tráfico de droga, de órgãos humanos e de crianças deve ser legalizado? É que estes negócios também dão emprego a muita gente…

Pedido de esclarecimentos

Segundo os extremistas defensores da caça à raposa (já agora, ainda há raposas? Aonde?) e de touradas, as pessoas que se manifestam contra estas exemplares manifestações de civismo são geralmente de Esquerda, contra desportos elitistas, e fisicamente decrépitas.
Pois bem. Acontece que eu, que sou contra a caça à raposa e touradas (acrescentando ainda o tiro aos pombos, lutas de cães, e outras imbecilidades paleolíticas), não sou de Esquerda, aprecio desportos elitistas e, com oitenta quilos de músculo e quase duas décadas de Karaté em cima do lombo, estou longe de ser decrépito.
Então em que é que ficamos? Alguém me diz como é possível eu abominar a caça à raposa e ganadarias e, simultaneamente, não preencher os requisitos básicos para ser contra estas actividades lúdicas? Alguém me esclarece esta dúvida existencial? Por favor.

P.S. Já agora, quem quiser ler textos altamente racionais sobre a matéria, dirija-se a este blog. É do melhor.

segunda-feira, setembro 20, 2004

Direita, Esquerda

Há uns tempos houve uma iniciativa nobre em querer transformar a direita portuguesa numa direita civilizada, tolerante, isenta de preconceitos. «Direita Moderna», chamaram-lhe. Muito bem. Nos últimos dias, com o episódio do famigerado Barco do Aborto, temos assistido exactamente ao que é a Direita Moderna portuguesa: uma escolinha fundamentalista, que fede a mofo e intolerância, a autismo e a radicalismo católico próprio dos gloriosos tempos medievais. O que é lamentável. E isto porque, com este tipo de atitude, a Direita perde completamente os argumentos quando decide confrontar a Esquerda portuguesa (outro grupinho decrépito e intolerante). Pena. Pena, porque a última coisa de que um País necessita é de não ter alternativas viáveis, democráticas e, acima de tudo o resto, racionais.
Portugal continua (e continuará) imerso num atraso gritante em tudo. Basta assistir aos debates dominados pelo radicalismo e estupidez de Direita e Esquerda para percebermos porquê.

sexta-feira, setembro 17, 2004

Professores

Não me incomoda que haja manifestações de professores em vésperas do ano lectivo, como aquela de ontem à tarde. O que se passa (e que sempre se passou) nas colocações dos docentes é escabroso, imoral e perfeitamente terceiro-mundista.
Contudo, eu gostaria de saber exactamente quantos daqueles professores é que estão realmente interessados no ensino.

terça-feira, setembro 14, 2004

Anacronismo

Furacão ameaça devastar Cuba
Mas isso não foi em 1959?

Boa, Sr. Lopes!

Aparentemente, Madonna tem por hábito deixar o palco no fim dos concertos e não voltar para se despedir dos espectadores e agradecer os aplausos. João Lopes, do DN, explica: “Na sua crueldade simbólica, esse fim ilustrava uma componente essencial de todo o universo de Madonna. A saber: o gosto por uma teatralidade que combate qualquer ilusão de espontaneísmo.”
Portanto, meus amigos, já sabem. Quando estiverem a conversar com uma pessoa e esta subitamente voltar as costas sem se despedir, não é falta de educação, mas simplesmente uma “teatralidade que combate qualquer ilusão de espontaneísmo.”

segunda-feira, setembro 13, 2004

Aférese

É impressão minha, ou José Sócrates apelou aos militantes do PS: "Preciso do vosso 'poio!"?

quinta-feira, setembro 09, 2004

O Barco

O espectáculo do Barco do Aborto foi uma verdadeira miséria. Uma espécie de feira andrajosa, muito hippie, muito ligeira, muito Bloco de Esquerda. «Venham fazer um aborto. É giro, é cool e, ainda por cima, é dentro de um barco.» - parecia a mensagem desta gentalha.
Agora, este espectáculo foi apenas possível devido ao extremismo pró-vida que continua a recusar o aborto como realidade inevitável. Não digo que se deva encarar o assunto do aborto com displicência e de forma apatetada como o fizeram as «senhoras nas ondas». Mas simplesmente enfiar este assunto na gaveta como nos propõem as missionárias pró-vida é igualmente uma solução inconcebível. O aborto é uma realidade. Mais: na maior parte dos casos, uma realidade necessária. As organizações pró-vida dizem-nos que um feto é uma promessa de vida e ponto final. Mas estas doutas organizações, antes de ditar a sentença, sabem exactamente em que circunstâncias essa promessa de vida será desenvolvida? Sabem se a progenitora tem condições para criar uma criança? Conseguem analisar caso a caso, antes de cair na generalização grosseira?
Mas ainda há mais: os movimentos pró-vida censuram a criminosa postura das mulheres que não têm cuidados durante o acto sexual e que dizem: “Deixa estar, depois logo se vê...”. Concordo. Mas o “deixa estar, depois logo se vê...” daquelas que levam a gravidez até ao fim sem terem as mínimas condições para criar um filho não será igualmente criminoso?

Beslan

Acima de tudo, a mensagem da infâmia vivida em Beslan é a de que a vida humana não tem qualquer valor.
«Negociar» é um termo civilizado para ser utilizado entre seres civilizados. O que sucedeu em Beslan foi tudo menos civilizado. Isto, para quem ainda pensa que é humanamente possível negociar com criaturas daquela estirpe.

P.S. Já agora, para quem não reparou, ou não quis reparar, os «activismos»muçulmanos estiveram envolvidos mais uma vez...

O Iraque de Michael Moore

Vi o filmezinho de Michael Moore no cinema. Moore não é apenas um trapalhão que vai difundindo pequenas aldrabices para construir uma mentira gigantesca ao longo do «documentário». Moore é também uma criatura perversa, que, de forma reptiliana, coloca Bush ao nível de Bin Laden, e pinta o Iraque como um paraíso antes da chegada dos americanos.
Ali não havia um ditador sanguinário, campos de concentração, torturas a mulheres e crianças, falta de condições básicas de higiene e educação. Aliás, segundo a montagem de Moore, no Iraque só havia crianças. Muitas crianças. Baloiços. Escorregas. Parques de diversões. Muita pureza. Muita harmonia. Antes do Grande Satã, claro. Antes das explosões. Antes do holocausto. O fim de uma bela fábula.
Moore é um verdadeiro asco.