Sem Emenda

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terça-feira, outubro 19, 2004

Arma perfeita nas mãos erradas

Venho, por este meio, iniciar-me no redigir de posts para o blog "sem-emenda", do meu caro amigo João, satisfazendo um velho desejo seu. E inicio esta nobre tarefa, referindo-me ao restolhar do Benfica-Porto. É que sem este jogo, o meu post perderia o sentido, portanto, há que contextualizar a situação. Após a realização da partida, surge a natural e implosiva proliferação dos habituais "bitaites" em canais ditos de televisão. Para além do habitual chorrilho de alarves catárticos em festejos, surge uma reportagem especial que dá conta de uma casa do fcp(não escrevo em maiúsculas, pois a instituição/dirigentes não o merece/m), em Paris. E qual não é o meu espanto, para além do mui vulgar desfilar de boçalidades à portuguesa, sou confrontado com o costumeiro instrumento de agitação das massas populares: o famigerado órgão. Este, é, no entender de profissionais do campo da música, um dos mais completos instrumentos: consegue construir melodias, reproduzir outros instrumentos, criar ambiências, et caetera, et caetera. Tudo isto é muito bonitinho, mas a verdade é que este belo instrumento nas mãos das pessoas erradas(bimbos e afins) consegue transformar-se na mais letal das armas. Ora nos invade o sistema auditivo com toques absurdos, provando que o "compositor", ou melhor, o "tocador", percebe menos de música que o decrépito josé cid(outro que não merece o meu mínimo respeito, por isso, a falta de maiúsculas). Dá que pensar... um instrumento tão belo, completo, agradável e poderoso e produzir algo tão mau. É mesmo um cenário dantesco!

1 Comments:

  • At 8:54 da tarde, Blogger Malta said…

    Na WWII havia um lançador de rockets chamado «órgãos de Estaline».

     

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