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terça-feira, outubro 26, 2004

Literatura Light

O meu amigo Bruno, numa assustadora demonstração de fundamentalismo literário, quis colocar a Sr.ª Rebelo Pinto e respectiva prosa light nas ruas da amargura. Coisa feia, a inveja…
O meu amigo Bruno, ao contrário das pessoas que primam pelo civismo e pela tolerância artística, não sabe reconhecer o lugar ocupado pela literatura light na cultura contemporânea.
Eu próprio, inspirado nas obras de Margarida Rebelo Pinto e Rita Ferro, decidi escrever um romance, dentro da corrente light. A história envolve duas personagens e o enredo mete um pouco de tudo: romance, fantasia, intriga, erotismo e até um pouco de filosofia Zen.
Fica aqui o primeiro capítulo:

Chocolate em pó

Capítulo I

Lá fora chovia, mas fazia sol. Marisa espraiava-se no sofá, dividida entre as dores menstruais e a pulsão habitual do zapping. Tozé escrevinhava no atelier.
Marisa, levanta-se languidamente e dirige-se para lá.

Marisa: Então?

Tozé: O quê?

Marisa: Olha…

Tozé: Diz.

Marisa: O que queres para o jantar?

Tozé: Não sei.

Marisa: Vá lá.

Tozé: É, pá, não sei.

Marisa: Rissóis?

Tozé: De quê?

Marisa: Camarão.

Tozé: Pode ser.

“Pode ser”, pensou Marisa. Não, decididamente as coisas não andavam bem com Tozé…

Fim do 1º capítulo